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O tamanho, a forma ou a simetria das mamas antes da gravidez
têm pouco a ver com a capacidade de amamentar. A maior contribuição para a
variação de tamanho das mamas é da gordura que rodeia o tecido mamário mas não
tem qualquer papel na produção de leite.
Com o decorrer da gravidez as suas mamas irão sofrer
alterações, ficando maiores e mais pesadas. A área à volta do mamilo (aréola)
ficará mais escura e mais sensível, como consequência da preparação para a
produção de leite. Algumas mulheres poderão apresentar uma pele mais sensível, o
que não tem importância para o aleitamento materno, e irá resolver-se
espontaneamente nas primeiras semanas após o parto. O crescimento das mamas
durante a gravidez é um bom indicador de que estão se preparando para produzir
leite.
Não é necessário fazer nada de especial para preparar as suas mamas para a
amamentação, tal como massagens com cremes, fricções ou expressão de colostro,
nem é necessário "endurecer" os mamilos.
Lave os seus seios com água sem sabão (para não remover os
óleos naturais da sua pele), durante a sua higiene diária. Utilize um soutiã
confortável, não apertado.
Algumas vezes os mamilos podem ser pequenos (mamilos rasos) ou
até parecerem "puxados" para dentro (mamilos invertidos) parecendo não terem
tamanho para o bebé poder mamar bem, para fazer uma boa pega. Na maior parte das
vezes, estas configurações não acarretam problemas para o bebê mamar (o bebê
mama no peito e não no mamilo), podendo apenas e esporadicamente dificultar nos
primeiros dias. Também não existe evidência das vantagens de qualquer preparação
ou manipulação pré natal dos mamilos.
Os implantes de silicone não impedem ou interferem com o
aleitamento materno e não têm impacto no bebê. Igualmente, no caso de redução
mamária, a maior parte das mulheres consegue amamentar. No entanto, é possível
que nos primeiros dias após o parto seja necessário ajuda devido a alguma
dificuldade de produção de leite. Neste caso, deverá dar de mamar de forma
frequente, sem restrições e horários, de forma a aumentar a quantidade de leite,
evitando leites artificiais que impedirão uma maior estimulação das mamas.
Em resumo:
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Durante a gravidez: cuidados com as mamas e mamilos
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Audição do Feto.

A partir de quando o feto ouve? O que ele ouve? Como ele ouve? O que podemos fazer com esses conhecimentos?
. Até a 20ª semana de gestação a
extremidade medial do meato acústico externo está fechada por uma massa
de células epiteliais. Nessa semana há a maturação da orelha interna,
sendo o único órgão sensorial a atingir completa diferenciação e tamanho
adulto à altura da metade do desenvolvimento fetal. A essa altura, as
estruturas da orelha interna e média estão formadas e falta pouco para a
ossificação. O plug meatal se desfaz, expondo a membrana timpânica ao
líquido amniótico.
. A 21ª semana gestacional marca o inicio da aventura sonora do bebê. O aparato neurofisiológico necessário para que ocorra o fenômeno da excitação nervosa por intermédio das vibrações sonoras esta suficientemente estruturado. Não quero com isso dizer que a partir desse instante o feto passa a ouvir tudo, alto e claro. Não é assim que a natureza age.
Mas é a partir daí que, gradativamente, ele começa a ouvir. Estabelece-se, então, o inicio da experiência no universo sonoro intra-uterino.

Para que se ouça a palavra articulada é
necessário que haja ar entre o emissor e o receptor, o que não acontece
com o feto. Ele está, como já vimos, imerso no líquido amniótico. Mas já
vimos também, no líquido o som se propaga com maior velocidade.
. A 21ª semana gestacional marca o inicio da aventura sonora do bebê. O aparato neurofisiológico necessário para que ocorra o fenômeno da excitação nervosa por intermédio das vibrações sonoras esta suficientemente estruturado. Não quero com isso dizer que a partir desse instante o feto passa a ouvir tudo, alto e claro. Não é assim que a natureza age.
Mas é a partir daí que, gradativamente, ele começa a ouvir. Estabelece-se, então, o inicio da experiência no universo sonoro intra-uterino.
O bebê, ainda um feto de 21 semanas, tem
25 centímetros e pesa 250 gramas em média. Está imerso em líquido
amniótico, dentro da bolsa das águas, dentro do útero materno, em um
ambiente extremamente rico em estímulos sonoros. Prossigamos.
Os ossículos (martelo, bigorna e
estribo) que transmitem as vibrações sonoras captadas pelo tímpano para o
órgão de Corti, onde se dá a transformação de movimentos mecânicos em
impulsos nervosos, estão embebidos em mesênquima, um líquido de relativa
densidade.
A pneumatização do funcionamento dos
ossículos dá sinal em torno da 34ª semana, no entanto só se acelera com a
penetração de ar na orelha média, no nascimento.
O conteúdo aéreo da cavidade timpânica
se expande imediatamente após o nascimento com o início da respiração e a
entrada de ar na orelha média.
Quando os ossículos soltam-se do
mesênquima, a membrana mucosa que conecta cada ossículo às paredes da
cavidade do ouvido médio permanece para finalmente se converter nos
ligamentos de apoio dos ossículos.
Então vejamos. O feto humano já tem a
estrutura neurofisiológica auditiva capacitada para receber estímulos
sonoros, no cérebro, na 8ª região cerebral, a partir da 21ª semana.
Ele está imerso em líquido amniótico, com os ossículos embebidos em mesênquima e não completamente ossificados e pneumatizados.

Aqui é imprescindível acrescentar que na água o som se propaga com uma velocidade mais de quatro vezes maior que no ar.
E também tenho que dizer que antes dessa
21ª semana , nós, enquanto fetos, não somos insensíveis aos sons.
Alguns cientistas consideram a pele como uma extensão do ouvido durante a
gestação.
As vibrações sonoras excitariam o tato, que é anterior à audição.
O corpo da mãe que gera esse bebê é extremamente rico em estímulos sonoros.
Quais são as fontes desses sons?
Enumerarei as principais:
- O músculo cardíaco produz a pulsação rítmica, principalmente por uma artéria que passa por traz do útero, e sons da circulação sanguínea periférica ao útero.
- Os órgãos ocos (estômago e intestinos principalmente) produzem inúmeros sons, alguns audíveis até aqui fora do corpo.
- Os movimentos peristálticos e os sons da digestão.
- As articulações do esqueleto.
- Os passos da mãe-gestante.
Imagine esse universo-sonoro…
Importante também é informar que o nosso
amiguinho feto não está escutando esses sons do corpo da mãe o tempo
todo, ininterruptamente. A natureza não permitiria. O bebê em gestação
tem um ciclo de sono e vigília característico: dorme, em média, de 18 a
20 horas por dia, em períodos indefinidos.
Está em vigília, isto é,
experimentando as sensações que lhe são possíveis, apenas no tempo
restante.
É dormindo que a criança cresce.
Gravações intraamnióticas feitas com
equipamento especial – microhidrofones – detectaram os mais diversos
sons, registrando suas intensidades e frequências .
De todos os sons a que o feto está
exposto, inclusive os sons externos em alta intensidade, o que se
destacou por suas características acústicas particulares é o som da VOZ
HUMANA.
Isso mesmo, quando a gestante fala, o
som de sua voz se sobressai de todo o ruído de fundo que chega ao feto. A
voz que se aproxima do ventre materno, principalmente nas últimas
semanas de gestação, também tem grande abrangência e alcance.
Com isto deduz-se que o feto humano ouve
com especial destaque a voz da mãe e dos próximos a ela desde,
praticamente, a metade da gestação..
Mas, analisemos mais detalhes sobre essa percepção tão importante.
O
bebê em gestação ouve a voz da mãe nas suas características
particulares de ritmo, entoação, variação de frequências e timbre, mas
alguns cientistas afirmam que não é possível distinguir a articulação
das palavras.
Para que se ouça a palavra articulada é
necessário que haja ar entre o emissor e o receptor, o que não acontece
com o feto. Ele está, como já vimos, imerso no líquido amniótico. Mas já
vimos também, no líquido o som se propaga com maior velocidade.
Então ele ouve a voz, mas não a palavra.
Mas banha-se no sonoro. Banha-se inteiro no timbre da voz da mãe e nas
suas características particulares que a diferem de qualquer outra
pessoa. Nossa voz é como uma impressão digital sonora de nós mesmos. Só
nós a temos.
Durante o tempo de gestação que tiver
depois da 21ª semana, o feto estará experimentando paulatinamente o
ambiente sonoro no qual viverá depois de nascido, daqui há algumas
semanas.
Posso afirmar que o som é o cartão de visitas da vida.
Então, é pelo som da voz da mãe e dos próximos a ela que temos o primeiro contato com o ambiente em que nasceremos.
A memória começa a se estabelecer nessa mesma época.
Texto escrito por:
Comunicação Pré-Natal - Cd Bebê do Futuro:

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
UNIDADES "PARCEIRAS do PAI" receberão CERTIFICAÇÃO
Por: Marcus Renato de Carvalho

MATERNIDADES, CENTROS de SAÚDE, CLÍNICAS de SAÚDE da FAMÍLIA, HOSPITAIS... poderão receber o CERTIFICADO de PARCEIRAS do PAI
Política pública da Cidade do Rio de Janeiro
Listamos a seguir os itens sugeridos, baseados na cartilha Unidade de Saúde Parceira do Pai e na experiências dos profissionais da SMSDC da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e parceiros presentes ao encontro.
Uma unidade de saúde de parceira do pai é aquela que:
1. Tem normas escritas sobre a captação dos homens/pais e o seu envolvimento nas atividades da unidade
2. Tem profissionais que conhecem a importância dos homens no cuidado com seus filhos e o papel da unidade de saúde na promoção da paternidade participativa
3. Tem um ambiente que acolhe os homens: 3 cadeiras em cada consultório, banheiros masculinos ou para as famílias, decoração que valoriza o cuidado paterno
4. Convida os homens/pais a participarem de exames, consultas e atividades de grupo (planejamento familiar, TIG, pré natal, consultas de seus filhos, vacinação, teste do pezinho, etc.)
5. Tem atividades educativas voltadas para os homens na unidade de saúde, creche, escola ou comunidade
6. Aproveitam os horários do final da tarde e os sábados para realizarem atividades com os homens
7. Incentiva o pré natal masculino, ou seja, uma consulta individual ou coletiva para o pai do bebê e/ou o companheiro da mãe (com enfermeiro ou médico)
8. Incentiva a participação do pai no parto e divulga a lei federal no.11.108 de 2005 que obriga as unidades a permitir a presença de um acompanhante indicado pela parturiente
9. Orienta os pais a levarem para a maternidade um documento com foto para registrarem seus bebês
10. Tem profissionais que informam sobre a licença paternidade e a rede de apoio social para as famílias (CRAS, creches, PIC, Conselhos Tutelares, etc.)
Nas maternidades, acrescentar:
1. Permite a presença do pai como acompanhante no pré parto, parto, pós parto
2. Tem horários flexíveis para a visita dos pais nas maternidades, enfermarias e UTI
3. Permite a presença do pai acompanhando seus filhos/as internados/as
4. Incentiva o registro dos bebês
Nos hospitais, acrescentar:
1. Tem horários flexíveis para a visita dos pais nas enfermarias e UTI
2. Permite a presença do pai acompanhando seus filhos/as internados/as
Viviane Manso Castello Branco
Coordenação de Políticas e Ações Intersetoriais/SPS/SUBPAV – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, RJ – BRASIL
www.aleitamento.com
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